Uma feira diferente


Image 1 Image 1 Image 1 Image 1 Image 1


O Sábado-Feira foi uma das atividades que integraram o Dia Mundial de Ação. Promovido pela Comissão Justiça e Paz de São Paulo (CJP-SP), em parceria com a Associação para o Desenvolvimento da Intercomunicação (A.D.I.), às quais se associaram várias outras organizações, apresentou um painel diversificado de ações da sociedade civil que vem sendo realizadas em São Paulo nas áreas de saúde, trabalho, segurança, educação, cultura e cidadania.

O objetivo era dar visibilidade a estas ações, possibilitar um encontro entre elas e promover trocas de experiências. Cerca de uma centena de organizações sociais participaram do evento, que ocorreu no Centro de Eventos São Luis.

Simultaneamente aconteceram, de forma autogestionada, a exposição de trabalhos e oficinas espalhadas pela feira, seminários, palestras, debates, apresentações artísticas, rodas de conversa e teleconferências. Mais de 1,5 mil pessoas, entre expositores e público em geral, circularam pelo local.

A idéia do Sábado-Feira nasceu da prática dos Fóruns Sociais Mundiais, onde espaços livres, informais e horizontais de conversas, exposições de projetos e publicações facilitam os intercâmbios. A experiência de realizá-lo no Dia Mundial de Ação foi bem-sucedida, e agora seus promotores discutem a continuidade das ações em 2008/2009.

Interconexões: o primeiro passo


Quando o Conselho Internacional do FSM decidiu propor o Dia Mundial de Ação, seus participantes sonharam em criar interconexães entre as atividades que se realizassem pelas várias regiões do mundo, formando uma rede que expressasse a possibilidade de uma globalização solidária.

Sugeriu-se até o intercâmbio de pessoas de um local para outro, para permitir trocas de experiências. O CI imaginou, também, a possibilidade de criar um programa na internet que desse notícia hora a hora, região por região, do que estava acontecendo em cada lugar. Essas iniciativas foram pensadas com o objetivo de mostrar aos participantes de todas as atividades que estavam integrados a um Dia de Ação realmente mundial.

Chegou-se a montar o programa que permitiria o acompanhamento em tempo real dos acontecimentos. Para o Sábado-Feira foram reservados dois telões somente para apresentar esse programa. Imagens das atividades do evento foram enviadas via internet a quem pudesse captá-las, mas o sistema mundial não funcionou a contento. O intercâmbio de visitantes, no entanto, realmente aconteceu (veja em Open Fair).

stw E foi possível a conexão, por videoconferência, com Stuttgart (Alemanha), Rennes e Paris (França) e com Gaza (Palestina), possibilitando neste último caso um contato emocionado entre um grupo de palestinos sediados em São Paulo, vinculados ao Movimento Palestina Para Tod@s, e a organização Stop The Wall, de Gaza.

No Sábado-Feira haviam sido programadas mais videoconferências com outros países, mas por dificuldades técnicas elas não aconteceram. O saldo da experiência, no entanto, foi positivo; embora a participação dos presentes ao evento tenha sido limitada, ela mostrou que tais interconexões são possíveis.

Agora a meta é preparar melhor a interatividade planetária para o Fórum de 2009. O caminho foi aberto; hoje, em todo o mundo, há gente procurando solucionar os problemas técnicos que existiram em 2008, para que nos próximos anos todas as atividades do FSM possam dialogar entre si, rumo efetivamente à globalização solidária.


Baixe o informativo impresso

Encarte com a Carta de Principios