História

A A.D.I. foi criada em 1984, em continuidade ao projeto Jornadas Internacionais por uma sociedade superando as dominações, lançado a nível mundial em 1975 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB - com o apoio de cinco outras Conferências Episcopais, e desenvolvido a partir de um escritório na França até 1981, quando foi descentralizado em quatro países: França, Índia, Estados Unidos e Brasil. Sua primeira atividade foi assegurar a continuidade do Boletim Notas & Notícias entre os participantes de língua portuguesa e espanhola das Jornadas Internacionais.Uma primeira iniciativa própria foi a realização de um seminário sobre a questão do poder e da tendência à divisão entre e dentro dos movimentos de esquerda no Brasil. De 1984 até 1986, em parceria com a Associação Paulista de Solidariedade no Desemprego, a A.D.I. assegurou, através da publicação do jornal INTERCARTA, a intercomunicação de experiências entre os Grupos de Solidariedade de empregados e desempregados criados pela Associação.De 1985 a 1988 assegurou, no Plenário Pró-Participação Popular na Constituinte, a publicação de um boletim de noticias intercomunicando os participantes dos plenários que se constituíram em todo o Brasil, e em seguida, através da INTERCARTA CIDADÃO 30.000, o apoio ao processo de apresentação de Emendas Populares ao projeto de Constituição, instrumento conquistado pelo Plenário que resultou na apresentação de 122 emendas com 12 milhões de assinaturas.

Em continuidade a essa atuação, a A.D.I. publicou, nos anos seguintes, boletins para o acompanhamento, pelo Plenário, da elaboração da Constituição do Estado de São Paulo e da Lei Orgânica do Município de São Paulo. Esses boletins continuaram a ser publicados pela A.D.I. durante os anos em que funcionou o Plenário Pró-Participação Popular.

Promoveu ainda a formação permanente para o exercício da cidadania organizando seminários e cursos para grupos organizados em diferentes regiões da cidade de S.Paulo. Em 1993, participou de várias mobilizações contra a Reforma da Constituição da maneira que fora apresentada pelo Senado e lançou, com outras entidades, uma Declaração pelo Não à Revisão Constitucional, participando de uma campanha de apoio a essa declaração, que colheu 45.000 assinaturas de eleitores de vários estados do Brasil.

Esse trabalho da A.D.I. em torno da mobilização popular nos processos constituintes foi objeto de diferentes convites para apresentá-lo no exterior - bem como a experiência de trabalho em redes, metodologia que a A.D.I. desenvolveu desde a sua fundação - culminando com o convite para expô-lo em Paris, no quadro das festividades promovidas pela Assembléia Nacional Francesa, no centenário da aprovação da chamada “Lei 1901″, que criou naquele país as Associações civis sem fins lucrativos.

Em 1991, a A.D.I. lançou um Catálogo de Ofertas de Formação, que se transformou em 1992 na Universidade Mútua (redes de troca de saberes), e que teve um grande impulso em 1994 com a visita, organizada pela A.D.I., da criadora do Movimento das Redes de Trocas de Saber da França, que participou de seminários e palestras em S.Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre, promovidos por diferentes entidades ligadas a educação escolar, universitária, sindical e popular. Nessa ocasião, a A.D.I. promoveu uma intensa divulgação das Redes de Trocas de Saber, tanto por meio de entrevistas a diferentes orgçãos de comunicação falada e escrita, como através da extensa divulgação dos boletins, catálogos e fichas de textos que produziu; também promoveu a reflexão e aprofundamento da proposta da Universidade Mútua (UM) com a organização de encontros de estudos na sua sede e acompanhamento dos diferentes grupos que se criaram na cidade de S.Paulo. Essas atividades se estenderam até 1997.

Em 1998, a partir da experiância da Universidade Mútua, a A.D.I. criou o 1o. Clube de Trocas do Brasil (de saberes, produtos e serviços) que se desenvolveu numa rede de Clubes de Trocas hoje espalhados pelo país.

Em 1992, lançou o programa Repolítica com a proposta de criação de Grupos de Acompanhamento de Câmaras Municipais, promovendo encontros e seminários de trocas de experiências entre os Grupos que se formaram em todo o Brasil, reunindo especialmente aqueles da região sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná).

De 1997 a 1999 participou ativamente da campanha de coleta de assinaturas para a Iniciativa Popular de Combate à Corrupção Eleitoral (voto não tem preço, tem conseqências), que resultou na coleta de um milh&*tilde;o de assinaturas e a aprovação pelo Congresso Nacional da Lei 9840. Em seguida, deu apoio à formação e ao intercâmbio de experiências de Comitês 9840 em todo o Brasil, para fiscalizar o cumprimento da Lei, que até 2008 já resultou em mais de 600 cassações de políticos acusados de comprar votos com bens ou favores e pelo uso da máquina administrativa.

 
Objetivos:

- Desenvolver a intercomunicação, com vistas à promoção da cidadania, através de projetos de iniciativa própria ou colaborando com outras organizações e instituições sociais.

- Incentivar trocas horizontais de conhecimento, informações e experiências, buscando difundir uma cultura alternativa de organização em rede, mais democrática do que a estrutura piramidal.

Une réponse à “ História ”

  1. Interessei-me muito pela campanha da coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular “Campanha Ficha Limpa”.
    Gostaria de saber quem são os fundadores da A.D.I. e se posso ter acesso ao estatuto dessa entidade.

    Agradeço antecipadamente,

    Ricardo Garcia Palanicki
    São José dos Pinhais - PR

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